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Fico pensando em oportunidades. Essas que aparecem meio camufladas. Será que realmente são oportunidades ou apenas falamos que é uma oportunidade por ser uma maneira de suportar as mudanças que a suposta oportunidade trará? Não sei. Acho que prefiro ser do grupo que acredita na mudança positiva. No passo a mais. No mundo que se abre a cada dia à espera das nossas ações para transformamos as coisas da melhor maneira possível. Acho que é bom sair do lugar, trocar a acomodação pela movimentação... Isso nos coloca para pensar, criar, ser diferente.

Mais do mesmo

Fiquei sem saber. Olhos úmidos, a tristeza (ou o medo?) escorrendo pelas faces. A cabeça dói há vários dias. Excesso de pensamentos. Excesso de tudo, tudo. Excessos. Há muita espera, há muito amor, há muita raiva, há muito ciúme. De todos os lados, de todos os lados. A tristeza sai pelos dedos. O coração bate na ponta deles em ritmo descompassado, errado, demais, de menos. O olhar avermelhado, dolorido, vago, procura o foco. Onde está? Onde está? Tudo se perde em algum momento. Antes ou depois. Tudo se perde. O passado fica ali, assombrando, amaldiçoando, praguejando. Como escapar? Como desvencilhar-se? Como partir? Como não olhar para trás? Há tempo demais. Há tempo de menos. É cedo demais. É tarde demais. É menos. É mais. Ama-se demais. Ama-se de menos. E nada está pronto, nada vai acontecer.

Não. É não. E ponto final.

Constantemente, e ultimamente, venho me fazendo perguntas. Buscando respostas. Soltando barbaridades. A vida, essa louca desvairada, muda tudo o tempo todo e não pede opinião. E mesmo que pudéssemos escolher, não adiantaria. Sempre fazemos as escolhas erradas. As piores possíveis. Livre arbítrio? Balela. O que não é pra ser, por mais que você diga "sim", não vai ser. Acomodada? Não. Realista. Tentando sair de um furacão. Exagerada? Sempre. Hipérboles são figuras de linguagem presentes. Nada disso importa. O que importa, e o motivo real deste texto, é simples: a capacidade que as pessoas têm de fazer a gente perceber que elas não são encantadoras. Elas não são. E vários predicados podem completar a frase. Elas não são. Elas não querem. Elas não fazem. Elas não buscam. Elas não sabem o que fazem com a gente. Admiro o dom que algumas pessoas têm de serem aquelas a quais essas pessoas que simplesmente não, fazem tudo. O problema é que pessoas como eu são a sequência e pag...

uma resposta chegou

coincidências ou destino? mensagens que aparecem e são respostas de perguntas que havíamos lançado para o universo. respostas que vêm. respostas que não vêm também são respostas. pontos de interrogação que invadem e usam os espaços. acomodação, então. porque sofrer não dá mais.

Por quê?

A pergunta besta de sempre rodeia: por quê? respostas que não vem: nem as tuas, nem as da vida. ou as da vida, sim. o silêncio também é resposta, lembrei agora.  não a que a gente quer ter. mas está aí, só não enxerga mesmo quem não quer. o silêncio é uma resposta que grita.  fere. machuca. assim sendo, estou morrendo de hemorragia. porque ele me machucou muito. ele, o silêncio.  eu vou sendo apunhalada por todos os lados: o teu silêncio, a minha saudade, a minha frustração. ideias que nascem, foram alimentadas e agora são perdidas. tirei todas as notificações do telefone. não quero mais esperar ter. nada.  tudo parte: as memórias se partem, meu coração parte, eu quero partir.

Os parques de Londres - Green Park

Tirando o aeroporto e o metrô, o primeiro local que "visitei" em Londres foi um parque. Coisa mais clichê impossível. Não importa. Os parques foram importantíssimos para que eu me apaixonasse cada vez mais pela cidade. Saindo da estação de Green Park, a gente se dá de cara com o tal do Green Park, mesmo. Eu, com mala, cansada, um dia inteiro de viagem, precisei encontrar um amigo lá para fazer a entrega das chaves do flat que aluguei. O primeiro estresse da viagem foi este: o check-in, a princípio, era para estar disponível a qualquer horário que eu chegasse, mas cheguei às 11h da manhã (horário já londrino) e talvez eu tivesse que esperar até às 19h para conseguir entrar no flat. Surtei. Um amigo que mora em Londres, e no mesmo bairro que eu aluguei o flat, se colocou à disposição para pegar as chaves para mim, Ainda bem! Mas, eu precisei ir até perto do seu trabalho para apanhá-las. Por isso, o Green Park. Bem, o Green Park é um dos "parques reais de Londres"...

It's now or never

Fico pensando em todos que vêm e todos que vão. A permanência não é meu ponto preferido, não. Gosto das chegadas, mas mais ainda das partidas. São nestes momentos que perdemos o fôlego, lançamos sonhos e ideias para o dia de amanhã, criamos histórias, que podem acontecer, ou não. Não me importo mais com o "se" ou com o "não". Gosto de ficar sem ar. Talvez este seja o motivo de tantas crises asmáticas na infância. Sim, eu gosto. De sentir a respiração falhar, a perna tremer, o coração pular, o estômago se contorcer. Borboletas no estômago, pássaros engaiolados no peito. Daqui dois meses, chegarei nos temidos 30. Àqueles que tentei me preparar, tentei fazer um plano, uma lista, tentei emagrecer, tentei criar uma rotina disciplinada de exercícios para virar a década com tudo em cima. Vou chegar lá, com tudo em cima, sim. Mas, principalmente, comigo mesma. Estou em mais um momento daqueles, "daqueles", no qual tudo parece ser possível porque eu sei que...