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Não. É não. E ponto final.

Constantemente, e ultimamente, venho me fazendo perguntas. Buscando respostas. Soltando barbaridades.
A vida, essa louca desvairada, muda tudo o tempo todo e não pede opinião. E mesmo que pudéssemos escolher, não adiantaria. Sempre fazemos as escolhas erradas. As piores possíveis.
Livre arbítrio? Balela. O que não é pra ser, por mais que você diga "sim", não vai ser.
Acomodada? Não. Realista. Tentando sair de um furacão.
Exagerada? Sempre. Hipérboles são figuras de linguagem presentes.
Nada disso importa.
O que importa, e o motivo real deste texto, é simples: a capacidade que as pessoas têm de fazer a gente perceber que elas não são encantadoras. Elas não são. E vários predicados podem completar a frase.
Elas não são. Elas não querem. Elas não fazem. Elas não buscam. Elas não sabem o que fazem com a gente.
Admiro o dom que algumas pessoas têm de serem aquelas a quais essas pessoas que simplesmente não, fazem tudo. O problema é que pessoas como eu são a sequência e pagam o pato. Eu e você e mais muitas outras pessoas somos aqueles que tentam ser decentes, tentam fazer certo, tentam, tentam, tentam... E sempre dá tudo errado. Ficamos esperando o dia que não seremos mais o "hospital" e seremos protagonistas das histórias principais.
Esperamos o dia que alguém também decente nos encontre e nos diga que somos especiais e que podemos seguir o caminho ao seu lado.
Esperamos, esperamos, esperamos.
Estou tentando viver no tempo de espera. Tentando entender o tempo de espera. Tentando fazer algo no tempo de espera.

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