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Os parques de Londres - Green Park

Tirando o aeroporto e o metrô, o primeiro local que "visitei" em Londres foi um parque. Coisa mais clichê impossível. Não importa. Os parques foram importantíssimos para que eu me apaixonasse cada vez mais pela cidade. Saindo da estação de Green Park, a gente se dá de cara com o tal do Green Park, mesmo. Eu, com mala, cansada, um dia inteiro de viagem, precisei encontrar um amigo lá para fazer a entrega das chaves do flat que aluguei. O primeiro estresse da viagem foi este: o check-in, a princípio, era para estar disponível a qualquer horário que eu chegasse, mas cheguei às 11h da manhã (horário já londrino) e talvez eu tivesse que esperar até às 19h para conseguir entrar no flat. Surtei. Um amigo que mora em Londres, e no mesmo bairro que eu aluguei o flat, se colocou à disposição para pegar as chaves para mim, Ainda bem! Mas, eu precisei ir até perto do seu trabalho para apanhá-las. Por isso, o Green Park. Bem, o Green Park é um dos "parques reais de Londres"...

It's now or never

Fico pensando em todos que vêm e todos que vão. A permanência não é meu ponto preferido, não. Gosto das chegadas, mas mais ainda das partidas. São nestes momentos que perdemos o fôlego, lançamos sonhos e ideias para o dia de amanhã, criamos histórias, que podem acontecer, ou não. Não me importo mais com o "se" ou com o "não". Gosto de ficar sem ar. Talvez este seja o motivo de tantas crises asmáticas na infância. Sim, eu gosto. De sentir a respiração falhar, a perna tremer, o coração pular, o estômago se contorcer. Borboletas no estômago, pássaros engaiolados no peito. Daqui dois meses, chegarei nos temidos 30. Àqueles que tentei me preparar, tentei fazer um plano, uma lista, tentei emagrecer, tentei criar uma rotina disciplinada de exercícios para virar a década com tudo em cima. Vou chegar lá, com tudo em cima, sim. Mas, principalmente, comigo mesma. Estou em mais um momento daqueles, "daqueles", no qual tudo parece ser possível porque eu sei que...

Como tem que ser

Eu aprendi a gostar de crônicas por causa da Martha Medeiros. Eu lembro da data e lembro do livro e lembro da crônica.  Era 2001, eu tinha 15 anos. "Trem-bala". Para mim, até hoje, o melhor dela. Bom, no decorrer desses 15 anos, foram muitas as tentativas de tentar deixar um blog na ativa, de escrever crônicas, de ter coragem de publicá-las, de mostrá-las, foram muitas leituras, muitos amores (matérias-primas de crônicas), muitas viagens, muito tudo. Até que nesta semana, uma amiga da família postou no meu Face um trecho de uma crônica da Martha que diz assim: "Se gamar, invista. Se sofrer, azar. Se der frio na barriga, celebre. Se vacilar, tente de novo. Se parecer longe, vá igual. Se nunca fez, arrisque. Se der medo, vença-o. Se não souber, invente. Se falhar, ria. Se encheu, viaje. Se fizer calor, praia. Se calhar, Londres." Bem, aconteceu o tal do breakthrough comigo. O clique. Na verdade, este ano é o ano dos acertos para mim.A década muda e eu preciso m...