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Por quê?

A pergunta besta de sempre rodeia: por quê? respostas que não vem: nem as tuas, nem as da vida. ou as da vida, sim. o silêncio também é resposta, lembrei agora.  não a que a gente quer ter. mas está aí, só não enxerga mesmo quem não quer. o silêncio é uma resposta que grita.  fere. machuca. assim sendo, estou morrendo de hemorragia. porque ele me machucou muito. ele, o silêncio.  eu vou sendo apunhalada por todos os lados: o teu silêncio, a minha saudade, a minha frustração. ideias que nascem, foram alimentadas e agora são perdidas. tirei todas as notificações do telefone. não quero mais esperar ter. nada.  tudo parte: as memórias se partem, meu coração parte, eu quero partir.

It's now or never

Fico pensando em todos que vêm e todos que vão. A permanência não é meu ponto preferido, não. Gosto das chegadas, mas mais ainda das partidas. São nestes momentos que perdemos o fôlego, lançamos sonhos e ideias para o dia de amanhã, criamos histórias, que podem acontecer, ou não. Não me importo mais com o "se" ou com o "não". Gosto de ficar sem ar. Talvez este seja o motivo de tantas crises asmáticas na infância. Sim, eu gosto. De sentir a respiração falhar, a perna tremer, o coração pular, o estômago se contorcer. Borboletas no estômago, pássaros engaiolados no peito. Daqui dois meses, chegarei nos temidos 30. Àqueles que tentei me preparar, tentei fazer um plano, uma lista, tentei emagrecer, tentei criar uma rotina disciplinada de exercícios para virar a década com tudo em cima. Vou chegar lá, com tudo em cima, sim. Mas, principalmente, comigo mesma. Estou em mais um momento daqueles, "daqueles", no qual tudo parece ser possível porque eu sei que...