Pular para o conteúdo principal

Braços abertos para te receber ou te deixar partir


Eu te amei desde o primeiro dia.
E eu senti algo diferente entre a gente. Algo foi diferente e tu sabes disso.
Eu passei um ano te esperando e quando você foi embora, eu só agradeci. Doeu, mas não doeu, entende?
Não doeu porque foi bonito e eu jamais teria coragem de pedir algo que você não pudesse me dar. Ou seja, jamais pediria para você ficar. Jamais faria isso.
Eu te amei em cada segundo. Senti raiva também.
Senti raiva quando você foi indiferente.
Eu te amei quando descobri que tu também gostava de The National e quando percebi que teu jeito combinava com o meu.
Eu amei teu cheiro, teu jeito e teu mau-humor.
Eu amei tudo. E foram dias lindos.
Eu amei sonhar. E acreditar que poderia dar certo. Eu amei cada palavra que tu me disse, cada resposta. Cada surpresa.
Eu te amei. Apenas com o que era necessário: o amor.
Não pensei no depois, nem em nada. Eu te amei. Com a única beleza que existe no momento presente. Senti cada segundo.
Te olhei tudo que podia. Eu acordava naquelas noites e sentia tu abraçado em mim e eu aproveitei. Eu fechei os olhos e agradeci. Por ter mais momentos assim na minha vida. Na verdade, eu agradeci por sentir o que eu estava sentindo de novo.
Eu agradeço a vida e te agradeço.
E se for preciso, eu deixo você ir. Se você precisa, se você quer, eu simplesmente abro meus braços e deixo você livre. Porque o amor que senti por ti foi assim: livre e bonito.
Eu fui verdadeira contigo, me mostrei por inteiro. Fui sincera. Eu me entreguei. E por mais que doa, eu te entendo. E quero te ver feliz.
Eu tive uma pequena grande história contigo. E te agradeço todos os dias. Algumas coisas eu não entendo, mas tudo bem. Foi bonito. Guardarei com carinho fotos e memórias. Eu compartilhei tudo contigo. Eu tentei ser quem eu sempre quis e acho que consegui, na medida do possível.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Como tem que ser

Eu aprendi a gostar de crônicas por causa da Martha Medeiros. Eu lembro da data e lembro do livro e lembro da crônica.  Era 2001, eu tinha 15 anos. "Trem-bala". Para mim, até hoje, o melhor dela. Bom, no decorrer desses 15 anos, foram muitas as tentativas de tentar deixar um blog na ativa, de escrever crônicas, de ter coragem de publicá-las, de mostrá-las, foram muitas leituras, muitos amores (matérias-primas de crônicas), muitas viagens, muito tudo. Até que nesta semana, uma amiga da família postou no meu Face um trecho de uma crônica da Martha que diz assim: "Se gamar, invista. Se sofrer, azar. Se der frio na barriga, celebre. Se vacilar, tente de novo. Se parecer longe, vá igual. Se nunca fez, arrisque. Se der medo, vença-o. Se não souber, invente. Se falhar, ria. Se encheu, viaje. Se fizer calor, praia. Se calhar, Londres." Bem, aconteceu o tal do breakthrough comigo. O clique. Na verdade, este ano é o ano dos acertos para mim.A década muda e eu preciso m...

Coloquei 30 anos numa mala e fui

   Em 2015, eu viraria uma mulher balzaquiana. Apesar de nunca ter lido a obra de Balzac, a vida me informava o que isso significava. Não só a vida, as tias e as pessoas menos contemporâneas também: "então, tu vais casar?", "Tu vais ter filhos?", "Tu já estás com apartamento comprado?".    A minha resposta para essas perguntas e muitas outras era sempre “não”. Geralmente, acompanhado de irritação por tentar me desvencilhar dos olhares julgadores ou apenas bisbilhoteiros e não conseguir.    Acontece que passar para os 30 anos sem nada muito concreto causa uma crise, realmente. As revistas, as listas, as pessoas estão cheias de palavras sobre “o que fazer antes dos 30 anos”, “lugares para conhecer antes dos 30 anos” e blá, blá, blá.    Parecia que se tu não estivesses com "tudo pronto" até os 30 anos, tu não conseguirias mais ter tempo para realizar sonhos, ir atrás de objetivos e ser uma pessoa feliz. Pelo menos nos moldes do que é considerado...

A morte do amor

O amor morre quando a gente esquece de amar o outro. De dar bom dia, boa noite e avisar o que almoçou. Quando começa-se a competir em vez de compartilhar. Quando ter razão é mais importante do que ser feliz e fazer as pazes para continuar olhando na mesma direção. O amor morre quando percebe-se que talvez as direções nunca fossem as mesmas. Quando perde-se o cuidado, o abraço e a palavra de carinho. Quando você se sente só e sabe que não adianta chamar, o outro não vai saber o que fazer. O amor acaba quando a gente se deixa vencer e esquece que amar é todo dia, é conquista e que há momentos que se está por cima e há momentos que se está por baixo. Amar é ser e ele acaba quando a gente esquece de quem é e quando o outro não faz nada para tentar nos ajudar a encontrar aquele quase nada que restou da gente. O amor morre devagar, num "de repente" de Vinicius de Moraes que a gente não entende direito. O amor morre. E a pergunta que faço é: dá para salvá-lo?