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Dia dos Pais

É o primeiro Dia dos Pais depois de toda confusão e, por uma obviedade, eu não estou com ele.
Se eu pudesse dizer algo, eu diria que ele é o pai que eu gostaria de ter tido. Não que eu não tenha tido pai. Eu tive. Mas, é diferente.
Eu queria dizer que é o máximo quando ele coloca ela pra dormir e como é lindo o abraço deles na cama quando acordam. Eu queria dizer pra ele lavar o cabelo dela porque ela vai crescer rápido e ele vai sentir falta.
Ele conta histórias pra ela e sente orgulho. E faz comida. E churrasco (meu pai nunca soube fazer).
Queria dizer para ele nunca esquecer que ela é a melhor parte dele e para que nunca deixe ninguém atrapalhar isso, que as escolhas dele não deixem afetar no pai maravilhoso que ele é.
Eu queria estar junto para ver, para observar, para imaginar que minha vida poderia estar ali também. Era a minha família.
No último ano, eu e ela demos quadrinhos para parede, com nossas fotos. A minha já não está mais lá. Foi a primeira coisa a ser retirada.
No outro ano, ele ganhou as crônicas do Piangers. Acho que ele nem leu, mas sei que gostou.
Se hoje eu pudesse, além do Feliz Dia dos Pais que mandei, de forma distante, também por razões óbvias, eu diria que eles são minha vida. Ou parte dela, mas que eu gostaria que não tivesse sido levada de mim.
Era pra ser nós 3. Era pra eu estar olhando pra ele e pensando no pai maravilhoso que ele é.
Pensando eu estou. Olhando também. No meu coração e nas minhas lembranças.

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