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Como não se perder da criança que um dia se foi? Pergunta interessante. Como fazer, no mundo feroz que vivemos, não perder a graça, a esperança, a espera? Como respirar? Como manter a calma e não se decepcionar? Nem digo com os outros, com nós mesmos, mesmo? A cada dia uma oportunidade, uma chance ou uma parada, e como saber se estamos tomando as decisões certas? Por que é tão difícil? Por que as coisas não dão certo de uma maneira simples para pessoas do bem? Como ter aquela pureza dos 5, dos 10 anos? Como não deixar isso se perder na gente e em quem a gente ama?

"Morando em Londres", parte I

Independentemente se você vai passar férias, um tempo ou morar, ou sei lá fazer o quê, você deve ter um planejamento. Bem, este planejamento inclui principalmente carregadores de celular móveis. Principalmente. Em 2015, eu não sabia disso. E foi por este "pequeno" problema, em ficar sem GPS, que fiquei mais ou menos de 2 a 3 horas, andando morro acima, morro abaixo, com uma mala enorme, até encontrar o flat que eu tinha alugado. As pessoas não sabiam dar informações e só não me desesperei porque eu lembrava do conselho da minha mãe: não te apavora, respira, fica calma, que tudo vai dar certo. Resultado disso foi ter um calo na mão esquerda (por conta da mala) e saber que baterias terminam muito rápido.

a palavra brota e provoca um encontro de almas.

Escrever não é difícil. Mas também não é fácil. Há anos venho trabalhando com o ensino da escrita, tanto técnica quanto criativa, e vejo o quão fácil e o quão difícil esta atividade é. Escrever é paradoxo. É dar-se, é mostrar-se, é esconder-se. Por meio da palavra, conquistamos, destruímos, começamos. Por meio da palavra, fingimos. Quem é verdadeiro com seu texto, mostra-se. E ficar nu é muito difícil. Escrever é aceitar ficar nu, em pleno inverno. É congelar-se. É ter medo, mas mesmo assim mostrar-se. É esperar que alguém leia o seu texto e reconheça-se e entenda. Talvez, nem entenda. Mas, respeite. Aceite. Pense. Transforme-se. Escrever é estar na vitrine, esperar que o outro, ao mesmo tempo que olhe, mire-se naquele vidro, que não é espelho. E algo ali aconteça. Inesperado para uma das partes, mas o clímax para o outro, que espera, nu.
Fico pensando em oportunidades. Essas que aparecem meio camufladas. Será que realmente são oportunidades ou apenas falamos que é uma oportunidade por ser uma maneira de suportar as mudanças que a suposta oportunidade trará? Não sei. Acho que prefiro ser do grupo que acredita na mudança positiva. No passo a mais. No mundo que se abre a cada dia à espera das nossas ações para transformamos as coisas da melhor maneira possível. Acho que é bom sair do lugar, trocar a acomodação pela movimentação... Isso nos coloca para pensar, criar, ser diferente.

Mais do mesmo

Fiquei sem saber. Olhos úmidos, a tristeza (ou o medo?) escorrendo pelas faces. A cabeça dói há vários dias. Excesso de pensamentos. Excesso de tudo, tudo. Excessos. Há muita espera, há muito amor, há muita raiva, há muito ciúme. De todos os lados, de todos os lados. A tristeza sai pelos dedos. O coração bate na ponta deles em ritmo descompassado, errado, demais, de menos. O olhar avermelhado, dolorido, vago, procura o foco. Onde está? Onde está? Tudo se perde em algum momento. Antes ou depois. Tudo se perde. O passado fica ali, assombrando, amaldiçoando, praguejando. Como escapar? Como desvencilhar-se? Como partir? Como não olhar para trás? Há tempo demais. Há tempo de menos. É cedo demais. É tarde demais. É menos. É mais. Ama-se demais. Ama-se de menos. E nada está pronto, nada vai acontecer.

Não. É não. E ponto final.

Constantemente, e ultimamente, venho me fazendo perguntas. Buscando respostas. Soltando barbaridades. A vida, essa louca desvairada, muda tudo o tempo todo e não pede opinião. E mesmo que pudéssemos escolher, não adiantaria. Sempre fazemos as escolhas erradas. As piores possíveis. Livre arbítrio? Balela. O que não é pra ser, por mais que você diga "sim", não vai ser. Acomodada? Não. Realista. Tentando sair de um furacão. Exagerada? Sempre. Hipérboles são figuras de linguagem presentes. Nada disso importa. O que importa, e o motivo real deste texto, é simples: a capacidade que as pessoas têm de fazer a gente perceber que elas não são encantadoras. Elas não são. E vários predicados podem completar a frase. Elas não são. Elas não querem. Elas não fazem. Elas não buscam. Elas não sabem o que fazem com a gente. Admiro o dom que algumas pessoas têm de serem aquelas a quais essas pessoas que simplesmente não, fazem tudo. O problema é que pessoas como eu são a sequência e pag...

uma resposta chegou

coincidências ou destino? mensagens que aparecem e são respostas de perguntas que havíamos lançado para o universo. respostas que vêm. respostas que não vêm também são respostas. pontos de interrogação que invadem e usam os espaços. acomodação, então. porque sofrer não dá mais.